Reiyukai do Brasil

Praticar o Ensinamento por si mesmo com verdadeiro sentimento de gratidão.

Tamara Arruda (São Paulo)

postado em 28 de novembro de 2019

O meu entendimento de amor dentro da pratica é o amor filial, amor com nossos pais, madrinhas, antepassados. Nosso carinho com nossos afilhados só entendi praticando com afilhado.

 

Quando eu comecei a participar na Ala Jovem eu era Jumpô e não queria graduar de jeito nenhum. Minha família inteira é da prática, meus avós são Shibutyôs, meus pais são Shibutyôs. Não queria graduar para não ter preocupação com afilhado. Então minha mãe começou a fazer afilhado comigo e uma afilhada mais velha e ela foi me puxando para praticar e quando vi já era Hôzashu mas eu não queria fazer a penitencia do Gohômyô Nyushin (Prática de Escrita de Nomes Póstumos) sempre com o mesmo argumento: “Não quero porque depois vão querer me cobrar, vão querer que eu fale na frente, que eu seja líder de grupo. Não quero!” Mas tive que fazer porque minha afilhada estava fazendo.

 

Então comecei ir na casa dos afilhados junto com ela. Comecei a ver a diferença de quando eu ia para fazer o mitibiki e quando eu ia para entregar o altar. Percebi que a vida da pessoa mudava. Então chegava em casa e contava para minha mãe.

 

Como eu tinha toda família praticando, pais, avós, irmãos praticando; eu não entrei por um problema. O problema que eu tinha é que não conseguia um namorado. Consegui ver o resultado da prática do Sutra nos afilhados e eu voltava maravilhada para casa. Vivenciando essa experiência eu decidi praticar. Ali entendi como é maravilhoso ver o outro feliz e isso me moveu a querer fazer mais afilhados e esqueci aquela preocupação do medo de ser cobrada.

 

Hoje sou Shibutyô, estou longe dos meus afilhados, casei, mudei de cidade e sinto falta desse contato com afilhados com mais intensidade. Quando temos amor pelo afilhado as coisas se resolvem. Praticando veio em mim muita gratidão a minha mãe e pai. Sou o exemplo vivo de que uma família dentro da prática com alicerce dentro da prática é muito diferente. Eu não tenho nada para reclamar na minha vida porque eu nasci dentro do Ensinamento e isso fez a diferença. O importante é persistir que dá resultado.

 

Nós jovens temos a oportunidade de ter uma família diferente e feliz então vamos praticar com amor.

 

Muito obrigada.

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